Colesterol alto é doença?

Para muitas pessoas, o colesterol ainda gera muitas dúvidas, isso porque é comum achar que o colesterol alto não causa sérios problemas, basta melhorar um pouco a alimentação e está tudo bem.

A verdade é que o colesterol alto precisa de um check up periódico. Se você descobriu que está com os níveis de colesterol elevados é necessário falar com o seu médico para saber se corre ou não riscos de desenvolver problemas no coração.

O colesterol alto é uma patologia assintomática, ou seja, que não apresenta sintomas e é crônica e por isso deve ser observada com cuidado e tratada precocemente. O texto de hoje vai ajudar você a entender um pouco melhor sobre essa patologia que gera tantas dúvidas.

Como o colesterol se desenvolve?

É comum escutarmos e falarmos as seguintes frases ao receber o diagnóstico de colesterol alto: “mas eu evito comer gordura” ou “eu não estou acima do meu peso”.

A verdade é que o colesterol não aparece apenas em pessoas acima do peso. Pelo contrário, ele pode aparecer em qualquer pessoa, por isso é sempre importante ficar atento. O colesterol também pode aparecer por componente hereditário (passado geneticamente), o que é mais comum do que imaginamos.

Segundo a Sociedade de Cardiologia do Estado do Rio de Janeiro, um a cada 500 adultos têm uma anormalidade genética que impede o organismo de processar adequadamente o colesterol LDL, considerado o colesterol ruim e que deve ser observado com mais cuidado. Tais indivíduos terão o colesterol alto mesmo ingerindo alimentos gordurosos em quantidades pequenas.

As dietas ricas em gorduras saturadas têm a propriedade de aumentar o seu colesterol. Esse tipo de gordura é principalmente encontrado nos alimentos de origem animal como carne, queijos, leite integral, manteiga, cremes etc.

Alguns óleos vegetais podem ser convertidos em gorduras saturadas por processos industriais de hidrogenação, que são justamente aqueles responsáveis pelas margarinas "cremosas” e, por isso, você deve sempre ficar atento e falar com o seu médico e nutricionista sobre a sua alimentação.

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 Entendendo melhor o colesterol

O colesterol é um tipo de gordura produzida em nosso organismo que tem o papel vital de manter as células funcionando, produzir hormônios e até vitamina D, mas o excesso dele no sangue pode gerar riscos de doenças no coração.

Segundo o ERICA (Estudo de Riscos Cardiovasculares em Adolescentes), cerca de 40% dos brasileiros têm colesterol alto, sendo que em jovens de 12 a 17 anos a taxa é de 20%.

Para circular pelo corpo, o colesterol se associa a proteínas, dando origem às lipoproteínas. Existem dois tipos de lipoproteínas, o HDL conhecido como “bom colesterol” e LDL conhecido como “mau colesterol”.

O HDL é o colesterol que podemos chamar de faxineiro. Ele leva o colesterol das suas artérias de volta para o fígado. Já o LDL, carrega o colesterol do fígado para as artérias, podendo causar problemas ao coração.

Além da dieta, do sobrepeso e da genética, existem alguns fatores de risco para o colesterol que você precisa ficar atento:

  • Fumo;
  • Bebidas alcóolicas;
  • Idade mais avançada;
  • Diabetes.

Onde podemos encontrar o colesterol?

O colesterol é produzido no fígado e boa parte dele vem de lá, mas muitos alimentos também contém um índice considerável de colesterol, tanto do tipo bom quanto do tipo ruim.

Prefira carnes magras assadas ou grelhadas, oleaginosas, cereais integrais e evite alimentos como carne gorda, frituras e embutidos, assim como produtos industrializados e ricos em gorduras saturadas.

 

Leia também: Aprenda a ler os rótulos dos alimentos

 

Sintomas, diagnóstico e tratamento

Os sintomas que aparecem, normalmente, são causados por complicações do colesterol alto e podem variar de acordo com o local que a gordura está acumulada nas artérias.

É importante que todas as pessoas acima de 10 anos comecem a controlar o colesterol e sempre realizem exames frequentes para saber como estão as taxas. Quando o colesterol alto é confirmado, você deve procurar um médico que fará a análise do seu índice e dos riscos cardiovasculares. Depois disso, ele vai passar um tratamento adequado para você e a sua condição.

O tratamento pode variar de caso a caso, podendo envolver dietas, exercícios físicos e, em alguns casos, o tratamento medicamentoso, que será passado pelo médico caso os níveis não melhorem com uma transformação na rotina. Lembrando que o tratamento com medicamentos, ou qualquer outro processo dele, só pode ser deixado de lado caso o seu médico permita. Fora isso, mesmo sem sintomas, o tratamento deve continuar.

É muito importante evitar os fatores de risco dessa patologia para que ela não se desenvolva ainda mais. Tenha sempre em mente que o tratamento é fundamental para melhorar os seus índices.

Além disso, é importante controlar outras doenças crônicas, caso tenha, ou evitá-las. A melhor opção é sempre manter uma rotina saudável, controlando os níveis de ingestão de gordura e realizando exercícios físicos regularmente.

O FazBem estará sempre à disposição para ajudar você com informações e dicas importantes sobre a sua condição. Assim, você pode ficar mais tranquilo com seu tratamento e tem mais vontade de continuar com ele.

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Referências:
https://www.ladoaladopelavida.org.br/colesterol-o-que-e-doencas-autoadquiridas
http://sociedades.cardiol.br/socerj/publico/dica-colesterol.asp
https://bvsms.saude.gov.br/08-8-dia-nacional-de-prevencao-e-controle-do-colesterol/
https://www.prefeitura.sp.gov.br/cidade/secretarias/saude/noticias/?p=301846
BR-13338. Material destinado a pacientes. Jul/2021
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