Como evitar o refluxo gastroesofágico?

 Só quem já teve refluxo sabe o desconforto e a sensação desagradável que ele pode trazer. Quando a “queimação” acontece, o primeiro pensamento é tentar resolver e acabar com os sintomas, mas depois você começa a pensar o que você fez ou comeu que te levou a tê-los.

Acontece que muitos fatores podem desencadear o refluxo, mas algumas atitudes podem ajudar a evitá-lo para que você não tenha mais que passar por essa situação com tanta frequência.

Primeiro, vamos entender o que é o refluxo gastroesofágico:

Quando você come, o esôfago – tubo que liga a boca ao estômago – se contrai de forma sequencial para levar os alimentos até o estômago. No final desse “caminho” existe um músculo circular, chamado esfíncter esofágico inferior, que relaxa para permitir a passagem desses alimentos. Em seguida, ele se fecha para evitar a passagem do conteúdo do estômago de volta para o esôfago.

O refluxo acontece quando alguma anormalidade nesses movimentos, defeitos na estrutura ou no funcionamento desse músculo, façam com que o ácido do estômago passe para o esôfago.

A ocorrência e intensidade dos sintomas relacionados com o refluxo é variável de pessoa para pessoa e depende do número e duração dos episódios de refluxo.

Geralmente, os sintomas se apresentam com acidez – a famosa azia - e desconforto na boca do estômago. Em casos mais graves, a pessoa pode sentir o líquido refluindo até a garganta, apresentando pigarro e até mesmo rouquidão e sinusite.

Afinal, como evitar que isso aconteça?

É comum que os sintomas do refluxo surjam depois da ingestão de alguns alimentos, bebidas alcoólicas e de fumar. Além disso, outros hábitos também podem desencadear ou piorar esses sintomas. Por esse motivo, o tratamento para evitar o refluxo depende muito das suas atitudes.

Além de seguir as orientações do seu médico com relação a medicações ou, em alguns casos, indicação de cirurgia, algumas mudanças de hábitos também são recomendadas.

 Comer em menores quantidades a cada 2 ou 3 horas;

 Aumentar o consumo de frutas e legumes;

 Aumentar o consumo de alimentos integrais, ricos em fibras;

 Preferir carnes magras, peixes e leite e seus derivados desnatados;

 Evitar beber líquidos durante as refeições;

 Evitar comer de 2 a 3 horas antes de se deitar;

 Fazer as refeições devagar e mastigar bem os alimentos;

 Evitar deitar ou fazer exercícios logo após as refeições;

 Beber chá de camomila, pois ele acalma o intestino e o estômago;

  Perder peso ou impedir ganho adicional;

Evitar roupas apertadas;

  Elevar a cabeceira da cama (cerca de 15cm).

Outro ponto importante é entender o que comer. Os alimentos que geram “gatilhos” para o refluxo podem variar de pessoa para pessoa, mas, em geral, alguns alimentos devem ser evitados:

Gordura: frituras, carnes vermelhas, salsicha, linguiça e bacon, pois o excesso de gordura faz com que a comida fique mais tempo no estômago, aumentando a chance de refluxo;

Cafeína: café, chás e chocolate, pois estimulam a produção de suco gástrico, favorecendo o refluxo;

Bebidas alcoólicas: irritam a mucosa gástrica e aumentam o refluxo;

Bebidas gaseificadas: refrigerantes e água com gás, pois aumentam a pressão dentro do estômago;

Pimenta: irrita a mucosa gástrica e aumenta a acidez;

Carboidratos simples: farinha, macarrão e pão, pois diminuem a força do esfíncter que fecha a passagem entre o estômago e o esôfago.

Outros pontos importantes para prestar atenção é identificar os fatores de risco, evitar aqueles que dependem do seu comportamento e prestar atenção naqueles que você não pode controlar:

- Hérnia do hiato;

- Obesidade;

- Gravidez ou tratamento com estrogéneos;

- Tabagismo;

- Diabetes;

- Diminuição da saliva – A saliva tem um pH alcalino que ajuda a neutralizar e a limpar o ácido do esófago, reduzindo a probabilidade de haver inflamação da mucosa provocada pelo ácido;

- Doenças do tecido conjuntivo e doenças que aumentem a secreção de ácido no estômago.

Se não for tratado, o refluxo, principalmente quando associado à bebida alcoólica, drogas ou cigarro podem causar irritações graves na garganta, levando ao aparecimento de feridas nas cordas vocais e podendo até mesmo transformar-se em um câncer.

Viu como é possível evitar o refluxo gastroesofágico com algumas atitudes no seu dia a dia? Além disso, elas também vão te trazer mais bem-estar e qualidade de vida. Assuma o controle da sua saúde e conte com o FazBem para apoiá-lo durante a sua caminhada.

 
 
 
Referências:
https://www.aborlccf.org.br/secao_detalhes.asp?s=51&id=462
https://www.sped.pt/index.php/publico/doencas-gastrenterologicas-mais-comuns/doenca-do-refluxo-gastro-esofagico
https://www.crmpr.org.br/Refluxo-gastroesofagico-controle-de-alimentacao-e-mudanca-de-habitos-13-48099.shtml
http://www.hce.eb.mil.br/nutricao/276-refluxo-gastroesofagico-alimentos-e-cuidados-para-amenizar-os-sintomas
https://bvsms.saude.gov.br/dicas-em-saude/2575-refluxo-gastroesofagico
http://www.sbmdn.org.br/doenca-do-refluxo-gastroesofagico-drge/
http://www.saude.df.gov.br/wp-conteudo/uploads/2017/10/Refluxo-e-Gastrite.pdf
BR-11933. Material destinado a pacientes. Abr/2021.
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