É câncer de mama e agora?

segurando mãos- médica-paciente-cancêr-mama

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Receber o diagnóstico de câncer de mama é um choque. Tira o chão, o ar, dá medo e muda a vida de qualquer pessoa. Se você acabou de receber essa notícia, saiba que sentir-se perdida e/ou com medo e até confusa com relação aos seus sentimentos é comum. Ainda mais normal é pensar “tenho câncer, e agora?”.

A primeira coisa a se fazer é se permitir experimentar esses sentimentos, se acalmar e procurar agir racionalmente, procurando um médico especialista para começar o seu tratamento.

Apesar do susto, a vida continua e você vai seguir em frente.

Além de lidar com as implicações do câncer de mama em si, quem tem essa doença percebe que, ao iniciar o tratamento, precisará se adaptar e entender mudanças e variações nas suas vontades, desejos e sentimentos.

No texto de hoje, vamos falar um pouco mais sobre os próximos passos depois do diagnóstico do câncer de mama para orientar e fazer com que essa jornada seja um pouco mais tranquila.

Entendendo o estadiamento do câncer de mama

O estadiamento nada mais é do que uma forma de descrever um câncer, sua localização, se e para onde se disseminou e se está afetando as funções de outros órgãos.

Ter conhecimento sobre o estágio do câncer de mama é o que vai ajudar o médico a definir o seu prognóstico para que, juntos, vocês possam entender qual melhor tipo de tratamento a ser realizado.

Por isso, é muito importante que esse ponto esteja esclarecido para você. Converse com seu médico e tire todas as suas dúvidas sobre o estágio da doença e como isso pode afetar o seu tratamento.

Perguntas para fazer ao oncologista:

  • Que tipo de câncer de mama eu tenho?
  • Qual é o estadiamento da minha doença? Como isso determina meu tratamento?
  • O tumor é receptor hormonal positivo ou negativo? O que isto significa?
  • O tumor é Her2 positivo ou negativo? O que isto significa?
  • Como esses fatores afetam as minhas opções de tratamento e meu prognóstico a longo prazo?
  • Quais as opções de tratamento disponíveis para o meu caso? 

Começando o tratamento do câncer de mama

O tratamento contra o câncer tem o objetivo de curar a doença ou aliviar seus sintomas, dependendo do estágio. Os tratamentos podem ser cirúrgicos, radioterápicos ou terapias com medicamentos (quimioterapia, hormonioterapia e terapia-alvo), sendo que é comum que esses métodos sejam combinados.

Esses tratamentos podem provocar efeitos colaterais que variam de pessoa para pessoa, podendo ser diferentes tanto na intensidade quanto na duração. Eles costumam acontecer porque os tratamentos precisam ser potentes o bastante para matar as células cancerosas, o que acaba danificando, também, as células saudáveis.

 Conforme as células saudáveis vão sendo danificadas, você poderá se sentir doente, sem energia e até perder o cabelo. A maioria desses efeitos colaterais desaparece depois que o tratamento termina e muitos deles podem ser controlados com medicamentos ou outras terapias.

Vale a pena conversar com o seu médico para entender o que é possível fazer para que você possa se sentir melhor e continuar sua vida o mais normal possível.

Nesse momento, é importante saber que você não está sozinho. Além de toda a equipe médica, você tem seus familiares, amigos, grupos de apoio e ONGs que podem oferecer o apoio que você vai precisar.

Perguntas para fazer ao oncologista:

  • Podemos falar em cura para o meu tipo de câncer?
  • Quais são os benefícios e riscos de cada um desses tratamentos?
  • Quando vamos começar o tratamento? Quanto tempo ele dura?
  • De que forma o tratamento afetará minhas atividades do dia a dia?
  • Qual cirurgia está indicada para meu caso? Quais são os riscos da cirurgia?
  • A reconstrução mamária é uma opção? O que isso significaria no meu caso?
  • Posso reconstruir a mama no momento da cirurgia? Quais os prós e contras de fazer a reconstrução imediata ou tardia?
  • Devo conversar com um cirurgião plástico sobre as opções de reconstrução?
  • Quanto tempo após a cirurgia poderá ser iniciado o tratamento com medicamentos?
  • Quais os efeitos colaterais esperados para cada um dos tratamentos propostos?
  • O que pode ser feito para minimizar os efeitos colaterais do tratamento? 

Conhecendo seus direitos

Você sabia que a legislação brasileira assegura alguns benefícios para facilitar a luta contra o câncer e ainda colaborar com as despesas do tratamento? O paciente com câncer possui direitos especiais na legislação, como auxílio-doença, tratamento fora de domicílio, saque do Fundo de Garantia por Tempo de Serviço (FGTS).

Se informar sobre as possibilidades legais existentes é um importante passo para conquistar esses benefícios:

Acesso a medicamentos

Auxílio-doença e aposentadoria por invalidez

Cirurgia de reconstrução mamária

Compra de veículos (aquisição de carro adaptado)

Isenção da tarifa de transporte coletivo urbano

Isenção de imposto de renda

Isenção de IPTU

Quitação da casa própria

Saque das cotas PIS/PASEP

Saque do FGTS

O câncer de mama pode voltar?

A chance de o câncer voltar depende de vários fatores como a localização e tipo do câncer primário, além das características específicas do paciente.

E isso pode acontecer semanas, meses e até mesmo anos depois do momento em que o câncer primário foi tratado, independentemente do tipo de tratamento utilizado.

Agora, a pergunta que não quer calar é: será que o câncer vai voltar? É muito difícil para o médico ter certeza se o câncer irá voltar, especialmente quando o tumor é diagnosticado no início e existe a possibilidade de tratamento curativo.

O câncer pode voltar quando pequenas áreas de células tumorais permanecem no corpo, mesmo após o tratamento. São micro metástases, invisíveis ao olho nu e indetectáveis pelos exames de imagem modernos.

Com o tempo, essas células podem se multiplicar e crescer o suficiente para causar sintomas ou para serem localizadas por exames. Um tumor de 1cm³ abriga entre 100 milhões e 1 bilhão de células cancerosas; logo, metástases com um número pequeno de células dificilmente são detectadas.

A recidiva pode ocorrer basicamente de três maneiras:

  1. Na mesma parte do corpo que o câncer primário, chamada de recidiva local;
  2. Perto de onde o câncer primário estava localizado, chamada de recidiva regional;
  3. Em outra parte do corpo, chamada de recidiva à distância.

Mesmo que o câncer volte em outra parte do corpo, continua sendo classificado de acordo com o local onde ele surgiu. Por exemplo, se um câncer de mama evolui com metástase para os ossos, ele continua sendo chamado de câncer de mama, ao invés de câncer de osso.

Converse com o seu médico sobre esse assunto. Apesar de ser um tema delicado e que pode gerar receio em muitas pessoas, é importante estar com todas as dúvidas esclarecidas.

Perguntas para fazer ao oncologista:

  • Se surgirem metástases, como isso influenciará o tratamento?
  • Com que frequência devo fazer as consultas de retorno?
  • Quais são as chances de uma recidiva? Se isso acontecer, qual será a conduta?
  • Que tipo de acompanhamento será necessário após o tratamento?

O tratamento do câncer de mama é uma jornada que pode ser desafiadora, mas que com apoio, força e determinação fica mais tranquila. Esses são apenas os primeiros passos importantes, mas é importante que você esteja sempre buscando conhecimento sobre o seu caso para que possa estar realmente a frente da sua saúde.

Continue acompanhando outros conteúdos sobre esse assunto aqui no blog do Programa FazBem!

 

 

 
Referências:
https://www.accamargo.org.br/sobre-o-cancer/noticias/por-que-o-cancer-pode-voltar-mesmo-apos-um-tratamento-bem-sucedido
https://www.abrale.org.br/informacoes/direitos-do-paciente/
https://www.inca.gov.br/perguntas-frequentes/direitos-sociais-da-pessoa-com-cancer
http://www.oncoguia.org.br/folhetos/&/17/?gclid=Cj0KCQjwvr6EBhDOARIsAPpqUPEGrUgqvAaodrfAw_fm_mt2o-H4d_4pxgVigB3hK5VAVkmIare3CSoaAofiEALw_wcB

http://www.oncoguia.org.br
https://www.femama.org.br/site/br/noticia/convivendo-com-o-cancer-de-mama-dicas-e-cuidados-durante-o-tratamento
BR-12774. Material destinado a pacientes. Ago/2021
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