Vacinas COVID-19: principais dúvidas sobre as vacinas

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Nunca uma vacina foi tão esperada como as vacinas contra a COVID-19, aliás o tema vacina nunca esteve tão em evidência como agora.

As vacinas são desenvolvidas por anos, mas a verdade é que quase ninguém sabe como elas são desenvolvidas, quais as etapas dos testes e se elas realmente são importantes.

Essas e outras perguntas serão respondias ao longo do texto que o FazBem preparou justamente para falar de vacinas em geral e das principais dúvidas sobre o coronavírus.

Confira todos os detalhes ao longo desse texto.

A importância das vacinas

Por que a vacinação em geral é importante?

Essa pergunta esteve ainda mais em evidência nos últimos meses. Às vezes, ficamos confusos com as mensagens em mídias e redes sociais e não sabemos a real importância da vacinação.

Por isso, é importante deixar claro que manter a carteira de vacinas em dia em todas as idades ao longo da vida é essencial.

O Centers For Disease Control and Prevention afirma que as vacinas são responsáveis pela erradicação de algumas doenças nos Estados Unidos. O que isso quer dizer?

Isso significa que as vacinas são responsáveis pelo desaparecimento de diversas doenças.

Ao vacinar as crianças, adultos e idosos, contribuímos não apenas para o controle de algumas doenças, mas também para o seu desaparecimento. Uma vez que toda a população estiver vacina, nenhum indivíduo contrairá aquelas doenças, logo, elas serão erradicadas.

Algumas doenças estão se tornando raras devido às vacinações.

O Centers For Disease Control and Prevention ressalta, ainda, que algumas doenças, como poliomielite e difteria, estão se tornando muito raras no mundo, em grande parte, porque a população está sendo vacinada contra elas.

Grande parte das doenças que podem ser prevenidas por vacina são transmitidas pelo contato com objetos contaminados ou quando o doente espirra, tosse ou fala, pois ele expele pequenas gotículas que contém os agentes infecciosos. Dessa forma, caso uma pessoa esteja contaminada, pode transmitir a doença para outras pessoas que não estão vacinadas.

O ministério da saúde ressalta, também, que a vacina é a melhor forma de prevenção para muitas doenças graves e suas complicações. Além disso, as vacinas que estão presentes no calendário têm eficácia comprovada por estudos clínicos e são aprovadas pelos órgãos de Vigilância Sanitária (no Brasil, ANVISA).

Graças à vacinação, houve uma queda drástica na incidência de doenças que costumavam matar milhares de pessoas todos os anos até a metade do século passado – como coqueluche, sarampo, poliomielite e rubéola. Mesmo estando sob controle hoje em dia, elas podem rapidamente voltar a se tornar uma epidemia caso as pessoas parem de se vacinar.

Como as vacinas são criadas

A primeira vacina que se tem registro na história foi criada em 1796 pelo médico britânico Edward Jenner para o combate à varíola.  Ele fez uma experiência comprovando que, ao inocular uma secreção de alguém com a doença em outra pessoa saudável, essa desenvolvia sintomas muito mais brandos e tornava-se imune à patologia em si, ou seja, ficava protegida (dados da Fiocruz).

De 1796 a 2021, diversas vacinas foram desenvolvidas ao redor do mundo para tratamento, prevenção e cura de diversas doenças. Queremos mostrar a você como funciona o desenvolvimento de uma vacina.

Tudo começa nos laboratórios de pesquisa. O primeiro passo é identificar o agente causador da doença. A partir disso, os cientistas podem produzir uma vacina por meio dos componentes de um micro-organismo específico ou do próprio agente causador.

Os pesquisadores, então, avaliam centenas de moléculas e buscam a formulação ideal da vacina. Aquela que possa ser eficaz, sem desperdícios, e que não traga efeitos colaterais nocivos para o organismo. Somente depois desse período de testes é que se inicia a chamada fase “pré-clínica”.

Tal como acontece com os medicamentos, todas as vacinas têm que passar por longos e rigorosos testes para garantir a sua segurança, antes de serem introduzidas no programa de vacinação de um país. 

Cada vacina em desenvolvimento tem, em primeiro lugar, de ser submetida a exames e avaliações, para determinar que antígeno (substância que, introduzida no organismo, provoca a formação de anticorpo – células de defesa do corpo) deve ser usado para provocar uma resposta do sistema imunitário. Essa fase pré-clínica é feita sem testes em humanos. Uma vacina experimental é testada primeiro em animais, para se avaliar a sua segurança e potencial para prevenir a doença.

Se a vacina desencadear uma resposta imunitária, ou seja, uma reação do nosso organismo contra o agente introduzido no corpo, passa a ser testada em ensaios clínicos com humanos em três fases:

  • Fase 1: o primeiro objetivo é testar a segurança das vacinas. Para isso, os testes são aplicados em grupos pequenos de voluntários (no máximo 100 pessoas), que precisam ser adultos e saudáveis.
  • Fase 2: a segunda fase também tem relação com a segurança, mas, aqui, o número de participantes é mais amplo. A ideia é analisar o mesmo efeito diante de grupos maiores e menos homogêneos.
  • Fase 3: se a vacina for aprovada nas duas primeiras fases, parte-se para os testes de eficácia do produto. Nesse momento, milhares de pessoas podem ser testadas simultaneamente. O monitoramento segue por muitos anos, pois alguns efeitos colaterais podem aparecer apenas em longo prazo.

Quando os resultados de todos esses ensaios estiverem disponíveis, é necessário dar uma série de passos, incluindo análises de eficácia e segurança, para aprovação das entidades reguladoras e de saúde pública.

Os responsáveis em cada país estudam atentamente os dados dos ensaios e decidem se devem autorizar o uso da vacina. Uma vacina precisa comprovar que é segura e eficaz numa vasta população antes de ser aprovada e introduzida num programa nacional de vacinação.

O nível da segurança e eficácia da vacina é extremamente elevado, reconhecendo que as vacinas são administradas a pessoas que são completamente saudáveis e sem qualquer doença específica. 

Vacinas do COVID-19

As vacinas contra a COVID-19 estão sendo desenvolvidas em uma velocidade sem igual. Os estudos comprovaram a eficácia e segurança de diferentes tipos de vacina, desenvolvidas a partir de tecnologias que já existiam e de novas tecnologias que apresentaram inovações importantes para o futuro do tratamento de várias doenças.

Apesar das diferentes abordagens, todas as vacinas têm o mesmo objetivo: induzir a resposta imunológica do organismo, fazendo com que ele produza defesas contra o vírus da COVID-19 (SARS-CoV2).

A Organização Mundial da Saúde (OMS) revelou que existem por volta de 200 vacinas contra a Covid-19 em estudos, sendo que mais de 60 delas já chegaram à fase de estudos clínicos em humanos.

 5 Perguntas frequentes sobre as vacinas da covid-19

1.     As vacinas são seguras?

Sim. Todas as vacinas que são licenciadas são rigorosamente testadas. Tanto o registro ou mesmo a autorização emergencial só são realizados a partir de estudos que comprovem a segurança e a eficácia das vacinas. Mesmo após seu registro, há um monitoramento rigoroso de eventuais sintomas adversos, tanto em estudos científicos, como pelas equipes de vigilância epidemiológica e sanitária.

2.     Como as vacinas funcionam?

As vacinas atuam na prevenção, induzindo a criação de anticorpos por parte do sistema imunológico. Reduzem a possibilidade de infecção, porém, caso a infecção ocorra, a vacina evitará sua evolução para quadros mais graves e, principalmente, a morte. É importante saber que há uma demora de alguns dias para essa resposta do organismo. Assim, nos primeiros dias após a vacinação, pode ocorrer tanto a manifestação de uma infecção que pode ter ocorrido alguns dias antes, como também é possível se infectar e transmitir a doença antes que comece a produção de anticorpos. Por isso é fundamental manter as medidas de prevenção e higiene. No caso da vacina contra a COVID-19, é importante saber que para ser imunizado é necessário tomar todas as doses indicadas para casa uma das vacinas.

3.     Que efeitos adversos posso esperar das vacinas?

Todas as vacinas licenciadas são testadas de forma rigorosa. Já são milhares de doses aplicadas. O que se observa é que as vacinas são muito seguras. Apesar de pouco comuns, podem ser observados, eventualmente, sintomas como dor de cabeça, dor muscular, febre baixa, dor ou vermelhidão no local da aplicação. [14]

4.     Quais vacinas possuem autorização emergencial e quais possuem registro definitivo no Brasil?

A Anvisa autorizou o uso emergencial das vacinas no Brasil, sendo elas: CoronaVac, desenvolvida pela farmacêutica Sinovac, em parceria com o Instituto Butantan, e a vacina Janssen que conta com apenas uma dose para imunização.

Mais duas vacinas também estão sendo aplicadas no Brasil, elas começaram a ser aplicada como uso emergencial, mas já possuem registro definitivo no país: Pfizer/BioNTech, sendo a primeira vacina a obter o registro sanitário definitivo no país (fevereiro de 2021) e AstraZeneca/Oxford (março de 2021), ambas precisando de duas doses para imunização completa. [14]

O Brasil também já está autorizado a receber vacinas do consórcio Covax Facility. A aliança global Covax é coliderada pela Organização Mundial da Saúde (OMS), pela Coalizão para Promoção de Inovações em prol da Preparação para Epidemias (CEPI) e pela Aliança Mundial para Vacinas e Imunização (Gavi), em parceira com o Fundo das Nações Unidas para a Infância (UNICEF).

 
 
 
Referências:
  1. https://www.cdc.gov/vaccines/vac-gen/why.htm
  2. https://www.cdc.gov/vaccines/vac-gen/whatifstop.htm
  3. https://eurofarma.com.br/artigos/importancia-das-vacinas
  4. https://vacinas.com.br/blog/semana-mundial-de-imunizacao-as-vacinas-e-sua-importancia/
  5. https://www.gov.br/saude/pt-br
  6. https://www.bio.fiocruz.br/index.php/br/perguntas-frequentes/69-perguntas-frequentes/perguntas-frequentes-vacinas/213-como-surgiram-as-vacinas#:~:text=No%20s%C3%A9culo%20XVIII%2C%20Edward%20Jenner,de%20que%20se%20tem%20registro.
  7. https://www.who.int/pt/news-room/feature-stories/detail/how-are-vaccines-developed?gclid=Cj0KCQjw8IaGBhCHARIsAGIRRYpy0xJoYzZGmsXG-fmwlB5Yl5Rvm1o9F-P5irHCgibE2sctOZsoklQaAkNXEALw_wcB
  8. https://www.who.int/pt/news-room/feature-stories/detail/how-are-vaccines-developed?gclid=Cj0KCQjw8IaGBhCHARIsAGIRRYpy0xJoYzZGmsXG-fmwlB5Yl5Rvm1o9F-P5irHCgibE2sctOZsoklQaAkNXEALw_wcB
  9. https://medprev.online/blog/prevencao/como-sao-produzidas-como-as-vacinas-funcionam/
  10. https://www.who.int/pt/news-room/feature-stories/detail/manufacturing-safety-and-quality-control?gclid=Cj0KCQjw8IaGBhCHARIsAGIRRYrJkF4naAgScwRxUv-bhCYI_fwkjTri06avjzD97nobAu5LPtV7ZjsaAvOPEALw_wcB
  11. https://www.azmed.com.br/home/covid-19-vacina.html
  12. https://www.hcor.com.br/wp-content/uploads/2021/04/HCor-PDF-para-site-compilado-sobre-vacina%C3%A7%C3%A3o-COVID-1.pdf
  13. https://www.paho.org/pt/vacinas-contra-covid-19/perguntas-frequentes-vacinas-contra-covid-19
  14. https://www.conass.org.br/vacinacovid19/
BR-13296. Material destinado a todos os públicos. Jun/2021
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