Vamos falar de doença autoimune?

mãos-tocando-doença-autoimune

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Autor: Sérgio Medeiros Aguiar

As doenças autoimunes são um grupo de doenças que têm como origem o fato do sistema imunológico passar a produzir anticorpos contra os componentes do próprio organismo, provocando uma desordem nos nossos sistemas imunológico, ou seja, o sistema imunológico passa a prejudicar ao invés de realizar a sua função de proteção e preservação.

Esses anticorpos que atacam o próprio organismo são chamados de autoanticorpos. Os autoanticorpos podem deteriorar diferenciadas partes de nossa estrutura física, incluindo as articulações, a cartilagem, o sangue, a pele, os rins, os pulmões, o coração e o sistema nervoso central ou periférico.

Segundo os estudos científicos, existem mais de cem tipos de doenças autoimunes e ainda não há um determinante específico sobre o fator desencadeador deste processo irregular.

O Núcleo de Estudos de Doenças Autoimunes (NEDAI) revela que o conjunto das doenças autoimunes atingem três vezes mais mulheres do que homens, de tal modo que essas doenças consistem em uma das 10 principais causas de morte nas mulheres com idade inferior a 65 anos.

Embora os sintomas de quem é acometido por uma doença autoimune sejam semelhantes à outras morbidades, eles se diferem pelo fator de atacarem diversos órgãos. É importante a atenção e busca do acompanhamento médico especializado, para o diagnóstico e tratamento assertivos.

Os tipos mais frequentes de doença autoimune

Segundo a Dra. Ananya Mandal, Especialista em Farmacologia Clínica, há uma diversidade de doenças autoimunes, subdivididas entre doenças sistêmicas e síndromes locais que podem atingir diferentes órgãos e sistemas do corpo. Alguns exemplos:

  • Artrite reumatoide: uma desordem autoimune que afeta os tecidos nas junções. Conduz a dano severo da cartilagem nas junções que conduzem à inflamação. Outros órgãos como os pulmões, o pericárdio, a pleura, e o esclera dos olhos podem igualmente ser afetados.
  • Psoríase: uma doença de pele autoimune. Há um crescimento excessivo das células novas debaixo das camadas de pele.
  • Vitiligo: O vitiligo é uma doença caracterizada pela perda da coloração da pele. As lesões formam-se devido à diminuição ou ausência das células responsáveis pela formação da melanina, pigmento que dá cor à pele nos locais afetados. Nesse caso, as células que dão pigmento são atacadas, sofrem uma alteração e são pigmentadas para a cor branca.
  • O diabetes tipo 1: esse é uma doença caracterizada pela elevação da glicose no sangue (hiperglicemia). Aqui, as células betas pancreáticas são destruías pelos anticorpos, resultando em uma deficiência de insulina na pessoa.
  • Hepatite autoimune: aqui, o sistema imunológico, passa a reconhecer as células do fígado como “estranha”. A partir disso, o sistema desencadeia uma inflamação crônica, que pode causar a destruição progressiva do fígado e a formação de cicatriz (fibroses). A hepatite autoimune afeta mulheres muito mais frequentemente do que os homens (70%).

Fonte:https://www.news-medical.net/health/Types-of-Autoimmune-Disease-(Portuguese).aspx.

Como conviver com uma doença autoimune?

Descobrir qualquer tipo de doença nunca é um processo fácil. O primeiro momento pode assustar muito, afinal, muitas pessoas nunca ouviram falar sobre esse tipo de doença.

Cada tipo de doença possui sua particularidade, por isso, não caia nas inúmeras informações falsas que podem ser encontradas na internet e utilize sempre fontes confiáveis como o FazBem para se informar quando achar necessário e importante para o seu tratamento.

Lembre-se: o mais importante nesse momento é confiar no seu médico e realizar o tratamento conforme orientação.

Algumas orientações são importantes na busca de uma melhor qualidade de vida, considerando as singularidades de quem sofre com uma doença autoimune:

  1. Valorize sua hidratação diária: tome a quantidade de água necessária de acordo com seus parâmetros corporais. Dentre os inúmeros benefícios, destaca-se a contribuição na diminuição da retenção de líquidos, comumente associada a administração de medicamentos.
  2. Mantenha uma boa alimentação: de maneira geral, não abra mão de alimentos ricos em ferro e proteínas, vitamina C, dentre outros. Contudo, a ajuda de um profissional nutricionista é importante para estabelecer uma dieta balanceada e que contribua para o melhor funcionamento do seu corpo.
  3. Pratique exercícios físicos: atividades leves e exercícios de baixo impacto são importantes, como a natação, hidroginástica, caminhadas leves, yoga etc. É imprescindível o acompanhamento de um profissional de saúde física para orientações e mensuração de quais atividades são indicadas em cada caso.
  4. Fique atento a qualidade do seu sono: uma noite de sono de qualidade aumenta os níveis de serotonina que tem como missão elevar o humor, bem como contribui para o descanso do corpo.
  5. Cuide de sua saúde mental: valorize os relacionamentos interpessoais, os encontros entre amigos e demais atividades que sejam prazerosas para você. Quando essas atividades se tornarem cansativas, tenha sempre a postura de sinalizar o seu tempo. Da mesma forma que as pessoas, por vezes, não conseguem entender os seus limites, você não tem o compromisso de agradar a todos sempre.

Todas essas dicas e orientações não eximem a importância da assistência dos profissionais especializados. É de suma importância as visitas regulares de acompanhamento.

Conviver com uma morbidade que ainda não tem cura, não é sinônimo de ausência de qualidade de vida, afinal, todos temos nossas singularidades e o mais importante é manter nossa mente positiva e nosso autocuidado.

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Referências:
https://www.news-medical.net/health/Types-of-Autoimmune-Disease-(Portuguese).aspx.
BR-14941. Material destinado a pacientes. Out/2021
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