Linfoma de Hodgkin: o que é, quais são os sintomas e como identificar?

 O Linfoma de Hodgkin é um tipo de câncer que se origina no sistema linfático. De acordo com o INCA, a estimativa era de 2.640 novos casos de Linfoma de Hodgkin só em 2020. Entretanto, a boa notícia é que, desde o início dos anos 1970, a mortalidade foi reduzida significativamente graças aos avanços no tratamento.

 O sistema linfático

 O sistema linfático faz parte do sistema imunológico, que ajuda a combater infecções e algumas outras doenças, além de ajudar a controlar o fluxo de fluidos no corpo.

O sistema linfático é constituído, principalmente, por células chamadas linfócitos, um tipo de glóbulo branco. Existem 2 tipos principais de linfócitos:

  • Linfócitos B (células B): as células B produzem proteínas chamadas anticorpos para ajudar a proteger o corpo de agentes estranhos a ele, como bactérias e vírus.
  • Linfócitos T (células T): algumas células T destroem germes ou células anormais no corpo. Outras células T ajudam a aumentar ou diminuir a atividade de outras células do sistema imunológico.

O linfoma de Hodgkin geralmente começa nos linfócitos B.

O que é o Linfoma de Hodgkin?

 A doença surge quando um linfócito se transforma em uma célula maligna, capaz de multiplicar-se e disseminar-se rapidamente. Isso porque essa célula maligna começa a produzir cópias idênticas nos linfonodos.

 Então, com o passar do tempo, essas células podem proliferar e se acumular em outros linfonodos ou tecidos.

 Tipos de Linfoma de Hodgkin

 Existem dois tipos principais de linfoma de Hodgkin: os clássicos e os com predominância de linfócitos distribuídos em nódulos. Diferentes tipos de linfoma de Hodgkin podem crescer e se espalhar de maneiras diferentes e podem ser tratados de maneiras distintas também. 

 A maioria dos linfomas de Hodgkin é do tipo clássico . Quando uma amostra de tecido linfonodal é examinada ao microscópio, as células cancerosas típicas do linfoma de Hodgkin, chamadas células de Reed-Sternberg , podem ser vistas. O tipo clássico é dividido nos seguintes quatro subtipos:

  • Linfoma de Hodgkin esclerosante nodular.
  • Linfoma de Hodgkin de celularidade mista.
  • Linfoma de Hodgkin depletado de linfócitos.
  • Linfoma de Hodgkin clássico rico em linfócitos.

O linfoma de Hodgkin com predomínio linfocitário nodular é raro e tende a crescer mais lentamente do que o linfoma de Hodgkin clássico.  Geralmente, esse tipo se apresenta como um linfonodo inchado no pescoço, tórax, axila ou virilha. A maioria das pessoas não apresenta quaisquer outros sinais ou sintomas de câncer no momento do diagnóstico e o tratamento costuma ser diferente do linfoma de Hodgkin clássico.

Quais são os sintomas do Linfoma de Hodgkin?

O tecido linfático está presente em muitas partes do corpo, então o linfoma de Hodgkin pode começar em quase qualquer lugar, mas a doença manifesta-se com maior frequência na região do pescoço e do tórax. Os sintomas dependem da localização da neoplasia e da liberação de substâncias no sangue.

Outros sinais de alerta para qualquer um dos casos são: febre, cansaço, suor noturno, perda de peso sem motivo aparente e coceira no corpo.

 Na maior parte das vezes, esses sintomas não são causados por câncer, mas é importante que eles sejam investigados por um médico, principalmente se não melhorarem em poucos dias.

 Quem pode ter Linfoma de Hodgkin?

 A doença pode ocorrer em qualquer faixa etária, porém é mais comum em picos, na adolescência e nos adultos jovens (15 a 29 anos) e nos idosos (75 anos ou mais). Além disso, os homens têm maior propensão a desenvolver o linfoma de Hodgkin do que as mulheres.

 Também é importante ressaltar que alguns grupos têm maior risco de desenvolver a doença:

 - Pessoas com o sistema imune comprometido como portadores do vírus HIV e pacientes que fazem uso de medicamentos imunossupressores (que podem ser indicados, por exemplo, para evitar a rejeição após a realização de transplantes).

 - Pessoas que são membros de famílias nas quais uma ou mais pessoas tiveram o diagnóstico da doença.

 - Ter uma infecção causada pelo vírus Epstein-Barr na adolescência ou na primeira infância aumenta o risco de linfoma de Hodgkin.

Detecção precoce

 Encontrar um tumor numa fase inicial aumenta as chances de sucesso do tratamento. Essa detecção pode ser feita por meio da investigação com exames clínicos, laboratoriais ou radiológicos de pessoas com sinais e sintomas sugestivos da doença.

De acordo com o INCA, o rastreamento periódico em pessoas que pertencem aos grupos de risco, mas não apresentam sintomas, não é recomendado porque ainda não há evidência científica de que ele traga mais benefícios do que riscos.

 Como é diagnosticado o Linfoma de Hodgkin?

 Testes que examinam o sistema linfático e outras partes do corpo são usados para ajudar a diagnosticar e diagnosticar o linfoma de Hodgkin adulto. Entretanto, o diagnóstico do linfoma de Hodgkin é obtido por meio de biópsia da região afetada.  A biópsia consiste na retirada de uma pequena parte ou de todo o linfonodo, que posteriormente é enviado para exame patológico.

 Tratamento para Linfoma de Hodgkin

 Depois que o linfoma de Hodgkin adulto é diagnosticado, testes são feitos para descobrir se as células cancerosas se espalharam dentro do sistema linfático ou para outras partes do corpo.

 Esse processo é muito importante para entender qual é o estágio da doença e definir a melhor abordagem do tratamento.

 Na maioria das vezes, quando tratado corretamente, o Linfoma de Hodgkin é uma doença curável. Quatro tipos de tratamento padrão são usados:

 

Alguns pacientes também podem optar em participar de ensaios clínicos que estão testando novos tipos de tratamento como a quimioterapia com transplante de células tronco.

 No momento do diagnóstico, dependendo do estágio da doença, o médico pode estimar o prognóstico do paciente com o tratamento. Os pacientes podem ser classificados como portadores de doença localizada ou avançada.

 Os pacientes devem ser seguidos continuamente após o tratamento, com consultas periódicas, cujos intervalos podem ir aumentando progressivamente.

 Para aqueles que sofrem com o retorno da doença ou que não respondem ao tratamento, as alternativas vão depender da abordagem inicial. As opções empregadas usualmente, e com indicações relativamente precisas, são a poli quimioterapia e o transplante de medula óssea.

 É importante ressaltar que pacientes com Linfoma de Hodgkin devem ter o seu tratamento planejado por uma equipe de profissionais de saúde com experiência no tratamento de linfomas como oncologistas e hematologistas.

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 Referências:
https://www.inca.gov.br/tipos-de-cancer/linfoma-de-hodgkin
https://www.cancer.org/cancer/hodgkin-lymphoma/about/what-is-hodgkin-disease.html
https://www.cancer.gov/types/lymphoma/patient/adult-hodgkin-treatment-pdq
 BR-11643. Material destinado para pacientes. Fev/2021
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